sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O problema da autoajuda

O problema da autoajuda Voltando depois de um tempo sem escrever (preparando aulas, apresentação de trabalho, vida social parcial kkk), venho falar sobre um livrinho que estou lendo, chamado “Nunca Desista”.  Qual o problema da autoajuda? Acredito que o maior problema com esse gênero é a sua discriminação. Como disse há um tempo iria escrever sobre esse livro da Joyce Meyer e outro do Augusto Cury chamado “Ansiedade”, como esse ultimo emprestei e não foi devolvido (problema frequente ao emprestar livros) vou falar dele em linhas gerais. Em “Ansiedade”, Cury fala sobre a síndrome do pensamento acelerado, um grande problema identificado por ele ao longo do seu trabalho na área psicológica. Cury diz que esse é o grande mal do século, as pessoas não conseguem gerir as “janelas” traumáticas formadas em sua mente, as denominadas por ele de “janelas killer”. Em linhas gerais e simploriamente ele afirma que a pessoa deve se esforçar para fazer com que “janelas light” tomem conta do seu pensamento, no lugar das janelas traumáticas que se formaram ao longo da vida da pessoa.  Como disse há um tempo o autor de uma vida com propósitos vai contra esse tipo de literatura (ao mesmo tempo que o seu livro notavelmente é um tipo de autoajuda muito ruim, sim acredito que existam bons livros de autoajuda como o quem mexeu no meu queijo, o Kairós, do Padre Marcelo e o próprio da Joyce Meyer que vou falar a seguir) dizendo que eles fazem a pessoa querer fazer e realizar egocentricamente mais e mais (leia o primeiro comentário sobre  o livro uma vida com propósitos, deste blog para entender melhor) enquanto o propósito dele seria o da pessoa encontrar um propósito na vida e fazer menos, e não alimentar seu ego, mas buscar a centralidade em Deus.  Em seu livro (Nunca desista), Joyce Meyer vai afirmar que seu leitor pode ter o melhor que Deus tem a oferecer, se ele não desistir, buscando ter êxito em todas as áreas da vida. Para ela, “nunca somos um fracasso, a não ser que desistamos”. A partir daí a autora mostra uma série de pessoas que obtiveram “sucesso” na vida, que mesmo tendo fracassado num determinado momento de sua história, escolheram não desistir dos seus sonhos. Estas pessoas se recusaram a desistir em vez de desanimar.  “Não diga é impossível” é uma das máximas usadas pela autora, que afirma: “prometa a si mesmo que nunca dirá ‘é impossível’”. A partir daí entra a religião, ou a espiritualidade, podemos dizer assim. Por ser uma líder religiosa, Meyer faz uso nos seus livros, de sua experiência pessoal e da religiosidade cristã. A autora vai afirmar que Jesus é o caminho a verdade e a vida, e que ele ajudará o leitor a encontrar um caminho onde pareça não haver um. Como cristão, acredito profundamente nisso. Deus sempre nos mostra um caminho, uma pessoa, um auxílio, quando tudo parece estar desabando sobre nossos ombros.  Não se trata de sucesso no sentido ganancioso da coisa, ou obter riquezas, ou ser famoso, trata-se de ter a capacidade de SONHAR, ter motivos para viver, e colocar sobre as mãos de Deus esses sonhos, e quanto tudo parecer ruir e desmoronar, as mãos de Deus estão prontas para nos amparar. Essa confiança que devemos ter, e esse livro nos mostra que não podemos desistir dos nossos sonhos, um homem que perdeu a capacidade de sonhar, está morto em vida!!! Para finalizar, quero comentar sobre o trecho que a autora diz que não devemos desistir de três coisas FUNDAMENTAIS: Não desistir da saúde, das finanças e da família.  Na saúde a autora vai afirmar que: “Ele (Deus) não quer que estejamos exaustos ou esgotados demais para fazer coisas que nos dão alegria ou que nos impulsionam em direção a seus propósitos para nós”. (pagina 14). Então devemos controlar o estresse, cuidar da nutrição, fazer exercícios,  controlar o perfeccionismo, preocupações exageradas, medos.  Nas finanças, a autora afirma que a pessoa não pode ter em mente que será sempre uma pessoa endividada e que nunca conseguirá guardar seu dinheiro. E em família, devemos crer no poder transformador do amor para mudar situações.  Acho que escrevi bastante, e ficou bem claro meu ponto de vista, é uma autora muito execrada por escrever autoajuda, por ser pastora, mas quando você vive um problema como a depressão, ou passa por um momento difícil, essa literatura ajuda PRA CARAMBA, eu que o diga. É isso, até a próxima, com algum comentário sobre um filme, ou um livro, ou o que der na telha. Acho que na próxima postagem já estarei na Suíça, como diz o filósofo contemporâneo Pablo: “a mala já tá lá fora, porque homem não chora”.

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