sábado, 29 de janeiro de 2022

O dia que C. S. Lewis discordou de Santo Agostinho

 

O dia que C.S. Lewis discordou de Santo Agostinho:
“Não permita que a sua felicidade dependa de algo que possa perder”. Essa frase é atribuída erroneamente a C.S. Lewis, em imagens e frases de efeito na internet. Lewis de fato cita ela, mas em seguida a contrapõe. Ele afirma que essa frase é de Agostinho, dita após a perda de seu amigo Nebridius. Após essa perda, Agostinho conclui que como todas
as coisas morrem, o único jeito de ter segurança é entregar o coração somente a Deus, o “Amado que jamais partirá.”. Para Lewis essa tentativa de segurança é um erro, e está aí sua oposição ao grande teólogo. Para Lewis não há segurança contra as desilusões do amor, “amar é ser vulnerável”, mas para ele é melhor ser vulnerável do que se fechar ao amor, ser apático ou frio. A pessoa que ama demais, estaria mais próximo de Deus do que a que ama menos. Essa busca de segurança nas Confissões de Agostinho, seria “mais um remanescente das filosofias pagãs que o cercavam do que parte de seu cristianismo. Elaestá mais próxima da apatia estoica ou do misticismo neoplatônico do que da caridade.”. (LEWIS). Lewis afirma “de minha parte, prefiro seguir Aquele que chorou sobre Jerusalém e
sobre o túmulo de Lázaro e, amando a todos, tinha, porém, um discípulo a quem ele "amava" num sentido especial. Para o autor, não existe alívio na sugestão de Agostinho, não existe investimento seguro. “Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em passatempos e pequenos confortos, evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife ou no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife - seguro, sombrio, imóvel, sufocante - ele irá mudar. Não será quebrado, mas vai tornar-se inquebrável, impenetrável, irredimível. A alternativa para a tragédia, ou pelo menos para o risco da tragédia é a danação. O único lugar fora do céu onde você pode manter-se perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno.” 

Esta frase de Lewis é a resposta ao pensamento de Agostinho. Para ele, “Cristo não ensinou e sofreu a fim de nos tornarmos, mesmo em nossos amores naturais, mais cuidadosos com nossa própria felicidade. […] Ele nada diz sobre guardar-se dos amores terrenos por medo de ferir-se, mas afirma algo que estala como um chicote a respeito de esmagá-los sob os pés quando tentam impedir-nos de segui-lo.” Sendo assim, “iremos nos aproximar mais de Deus aceitando os sofrimentos inerentes a todos os amores e oferecendo-os a Ele, em lugar de fazer tudo para evitá-lo”. A solução seria amar mais a Deus do que nossos amores terrenos e naturais, a Caridade, que é o
amor propriamente divino, deve inundar os outros amores (Afeição, Amizade, Eros/Vênus). "A verdadeira pergunta é a quem você serve, ou prefere, ou coloca em primeiro lugar […] Podemos amá-lo demais em proporção ao nosso amor a Deus; mas é a insignificância de nosso amor por Deus e não a grandeza de nosso amor pelo homem que constitui o excesso, embora mesmo isto precise ser aperfeiçoado.” Sendo assim, concluo parafraseando Lewis precisamos nos despojar do que ele chama de Armadura defensiva, pois se Deus quiser que nosso coração seja partido, que assim seja.

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sábado, 3 de novembro de 2018

Recordações do Escrivão Isaías Caminha - Lima Barreto

Sabe aquele livro que você fica triste depois de ler? Triste porque acabou, triste porque  você queria mais história...porque você se apegou aos personagens e seus temperamentos, porque realmente parecem pessoas do seu cotidiano, Loberant, Losque, Floc, Lemos, Aires D'avila, o Isaías etc.
Particularmente gosto muito do Lima Barreto, tenho grande afinidade com o autor,  que assim como eu, morou na Ilha do Governador, no Galeão, e cita essas terras em vários livros inclusive neste. Como morador do subúrbio e descrevendo as desigualdades sociais e preconceitos o soube muito bem fazer. Assim, quando leio qualquer obra de Lima Barreto, parece que as coisas não mudaram,  foi escrito no início do século XX mas parece que nada mudou.  A imprensa suja que lucra em cima de mentiras, boatos e muito sangue. .. parece mesmo que o autor está falando da sociedade de hoje, a descrevendo.  Ah, o livro em si, fala sobre como Isaías caminha conseguiu,  vindo do interior, fazer sua vida na Capital do Brasil, então Rio de Janeiro. Conseguiu a custo de muito sofrimento, muita subordinação, enfrentou na pele o preconceito racial, a intolerância policial; chegou ao desespero, com seus proventos chegando ao fim, conseguiu um emprego de continuo no jornal do doutor Loberant,  jornal o Globo, lá, pode perceber através dos jornalistas, tudo que o ser humano é capaz de fazer pra subir na vida, tudo que um jornal pode inventar para ter adeptos e toda a força do quarto poder para derrubar e erguer pessoas. Leiam, esse livro é maravilhoso!

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Diferença entre história e História.

                     A História tem uma linguagem cientifica, assim como a biologia, a matemática, a administração. E também é uma arte, bem como essas anteriores. História para Marc Bloch é o estudo do homem no tempo. Além de ser o estudo do homem no tempo, este estudo deve trazer um significado, uma relação com o presente. Se esta história não fizer significado para quem a vê, ela vira só uma narrativa, tornando-a bem chata. Para que uma pessoa vai estudar a narrativa da Guerra do Paraguai ou da I e II Guerra, se isto não tiver atrelado ao seu presente, à sua realidade. 
                    A Biologia estuda os seres vivos. A Pedagogia estuda o processo de ensino-aprendizagem. A Contabilidade estuda o patrimônio. Curiosamente a  História estuda a história. Ou seja História não é conto de fada, mito, nem historinha, ela é científica, produção acadêmica que tem por objeto de estudo A história. Mas como esta história não pode ser resgatada na sua totalidade, o historiador faz recortes do que ocorreu, criando assim  a memória daquilo que foi vivido. Criando o tempo histórico, o tempo histórico é diferente do  tempo cronológico. O primeiro é feito pelos recortes de tempos e períodos, e por teorias difundidas e aceitas pelos historiadores em determinado período do tempo cronológico da história. (Muitas vezes quando lembramos da nossa história escolar, lembramos de decorar datas, grandes nomes, heróis,cronologia, Europa). O tempo cronológico, do cronos, é aquele que está passando (como disse Cazuza este não para).  É o tempo do relógio, dos minutos, dos segundos, dos centésimos. 
                     Fazendo uma metáfora entre esses dois tempos sobre seu aniversário: No tempo histórico seu aniversário, pode ter várias interpretações, da sua mãe, do seu pai, sua própria. Estaria atrelada à memória que é muito parecida com História.Viraria uma narrativa, pode virar um livro, e futuramente História científica(se alguém futuramente achar que você foi importante no seu tempo e deve ser lembrado). Já no tempo cronológico, seu aniversário já passou, foi num determinado dia, determinada hora, durou tanto tempo. Agora será que ele pode ser recuperado e descrito assim como aconteceu (no tempo cronológico). Ou não existe a história? Existe apenas memória, e recortes temporais? Só a título de curiosidade, alguns historiadores vêem como pai da História (se é que ela tem um pai) o grego Heródoto. 

América Latina - um "continente" esquecido?

América Latina - um "continente" esquecido?


Comentário sobre o Livro:
REID, Michael.  Cap.1 “O CONTINENTE ESQUECIDO” In: O Continente esquecido: A batalha pela Alma Latino-americana. Rio de Janeiro. Ed: Elsevier, 2008.
 

O autor tenta mostrar porque a América Latina é um continente esquecido politica e economicamente falando. Quando se fala de América Latina, o mundo lembra logo de sua cultura, da música brasileira, do tango argentino, da herança deixada pelos maias, incas e astecas. A América Latina não é tão pobre para que se lembrem dela querendo ajudar financeiramente, não é perigosa para que o mundo se volte estrategicamente contra ela e não vive um crescimento econômico rápido. Logo, é culturalmente que nosso “continente” se faz sentir no mundo.

              A América Latina junto com Europa e América do Norte, “forma o terceiro maior grupo de democracias do mundo”. (p.4) Mesmo possuindo uma democracia, não abrigando mais ditaduras, nosso continente possui a maior desigualdade em distribuição de renda, “tem a distribuição de renda mais desigual do mundo”.  No inicio do século 21 cerca de 205 milhões de pessoas da América Latina se encontravam a baixo da linha nacional de pobreza de seus países. 

                O trabalho apresentado por Reid consiste em mostrar como a América Latina tem tentado desenvolver um capitalismo democrático. A América Latina seria um laboratório de testes da democracia. Os esforços dos países são de ter sistemas políticos eficientes e equitativos juntamente com crescimento econômico e desenvolvimento. Reid escreve esse livro com toda propriedade, pois percorreu diversos países da América Latina, morou no Brasil, no Peru, viveu durante muito tempo na região, cobriu a América latina como repórter pela BBC, o Guardian, e The Economist.

                Da esperança à decepção

O autor mostra que em 1994 exceto cuba e México eram países democráticos na América latina, os países estavam vivendo uma “onda democrática” desde 1978, pois aboliram ditaduras “sangrentas e nefastas”  adotaram um política de livre comércio, o que o autor denomina Consenso de Washington ou “Neoliberalismo”.  A adoção dessas politicas, contra a politica de proteção do Estado gerou muito otimismo.  O autor fala que tão depressa como o capital tinha chegado ele podia ir embora. A principio essas medidas trouxeram um crescimento econômico, porém, foram acompanhadas por crises, o que o autor chama de meia década perdida, as reformas de livre mercado caíram em descrédito, juntamente com as privatizações, que eram associadas a corrupção. O consenso de Washington foi acusado pela crise econômica da Argentina, essa acusação é errônea, pois o Chile conseguiu atingir um estagio democrático segundo os termos da ciência política, a Argentina quebrou por motivos de erro dos seus governantes, os quais põem a culpa no neoliberalismo.  A América Latina segundo  o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas não desenvolveu uma democracia de cidadãos.

                Para Reid o problema não é o consenso de Washington, a pobreza, as desigualdades não foram criadas por ele. O problema não são as reformas econômicas, mas aquilo que não foi reformado, as instituições e o Estado. Os problemas já existiam antes do consenso. O autor reconhece e argumenta que “democracias de massa genuínas e duráveis surgiram em boa parte da região”, o autor argumenta que em alguns dos países da região a democracia pode ser revertida, mas em boa parte está prestes a ser consolidada, e isso é um processo recente. Entre progresso e tentação populista, durante muito tempo o populismo impediu que a democracia se estabelecesse na região. Por populismo o autor entende como um tipo de  politica em que o líder carismático se passa por salvador, como um herói, na qual é embaçada a imagem de governo, líder, partido e Estado, nessa politica o executivo se sobrepõem aos demais poderes. Em segundo lugar o líder populista distribui renda ou riqueza de maneira insustentável, são exemplos de lideres populistas, Getúlio Vargas, Perón, José Maria Velasco. O populismo ainda persiste em alguns países da região, segundo o autor, a população pobre se identifica com o líder populista por este se considerar um deles, geralmente há uma identificação étnica(é o caso de Evo Morales).

Uma e muitas Américas Latinas  

Neste subtópico  o autor mostra que há uma grande diferença entre os países da América Latina ele faz uma análise breve de “algumas das diferenças na cultura, na história e no panorama dos países que constituem a região.”.  Primeiramente o autor fala sobre o Brasil, um país que foi marcado pela escravidão, e segundo o autor o racismo no Brasil é sutil diferentemente de outros países da região. No Brasil racismo nunca foi sinônimo de segregação racial. Em fim, o autor descreve um pouco da história dos países que ele acha que constitui a “América Latina”, define esse termo, e fala o percurso histórico desses países, o momento da ditadura, mostra também a situação econômica ao longo dos anos, principalmente durante o período de ditadura. No final do capítulo o autor debate sobre a ideia dos brasileiros serem ocidentais ou não, por possuir uma grande diferença dos outros países ocidentais,  os latinos americanos se veem como parte do mundo ocidental, mas o mundo “ocidental” vê como um lugar diferente, um “Extremo Ocidente”.

Acredito que não exista “América Latina”, prefiro ficar com a denominação América do Sul, América do norte, etc..., América Latina a meu ver é um termo de diferenciação racial, o próprio autor fala que existe uma América Latina dentro dos Estados Unidos.
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O dia é hoje, o momento é agora!

O dia é hoje, o momento é agora!
Quando você pensa que o ser humano, aqui nesse plano vive somente cento e poucos anos, e vê que o tempo está passando rápido demais, quando você vê tem quinze, com mais cinco tem vinte, mais vinte e já está com quarenta...você percebe que o dia é hoje e o momento é agora, agora o momento de tomar decisões certas, agora o momento de viver e ser feliz... Agora o momento de pensar em ter paz e equilibrio em todas as àreas da vida, no físico, na alimentação, e o principal de todos ao meu ver...espiritualmente, você está bem com Deus? A oração do pai nosso me mostra uma urgencia no hoje, no buscar a Deus com todas aa forças agora... pai nosso que estás no céu (agora), vem a nós o teu reino (hoje) seja feita a tua vontade (agora), assim na terra quanto no céu... o pão nosso (de cada dia) nos dai HOJE, perdoai nossas ofenças(ou dívidas) assim como perdoamos (agora) quem nos tem ofendido (ou nossos devedores). Não nos deixe cair em tentação, mas livrai-nos do mal (todos os dias), Pois teu é o reino, o poder e a gloria, pelos séculos dos séculos (hoje e sempre!) Posterimemte no mesmo capítulo no qual ensina essa oração modelar, Jesus diz que não devemos ficar ansiosos, pelo que vestiremos, pelo que comeremos ou a respeito de coisa nenhuma, pois basta a cada dia o seu mal, desta forma, Ele diz para buscarmos primeiro o reino de Deus e as demais coisas seriam acrescentadas...por isso digo, o dia é hoje e o momento é agora, agora devemos buscar a Deus e fazer sua vontade, conhecê-lo e ter comunhã com Ele e com sua igreja... e assim mudar nossos atos e ter a mente de Cristo, deste modo começamos a mudar e Deus transforma a nossa vida em todas as áreas. O momento de buscar a Deus é hoje, agora. Ore como seu discipulo Pedro orou (segundo Spurgeon) a oração mais curta e eficaz que ele e nós podemos fazer: Senhor, socorre-me! Essa oração denota dependencia e reconhecimento do poder de Jesus Cristo no agora!! Senhor, socorre-nos!

Uma breve história do Cristianismo - Geoffrey Blainey

Uma breve história do Cristianismo - Geoffrey Blainey
Impressões sobre a leitura do livro.
São 335 páginas dispostas em 31 capítulos. É dividido por duas partes, uma que vai do nascimento de Jesus, características de sua terra e do judaísmo na sua época, até a época das cruzadas e das ordens mendicantes. A segunda parte vai dos pré reformadores até os desafios enfrentados pela religião no século XX, passando por temas como surgimento do metodismo, crescimento do ateísmo, colonialismo e as duas Grande Guerras Mundiais.
Sem "spoiler" do livro, podemos dizer que ele vai mostrar a difusão do cristianismo após a crucificação de Jesus, evidencias de sua existência e posterior perseguição dos cristãos. O livro mostra como de deu a absorvição pelo Império Romano e pelo povo do ocidente, principalmente devido ao auxílio aos doentes em períodos de epidemias.
A partir daí são mostradas as principais transformações do cristianismo ao longo da história e suas dificuldades tanto internas quanto externas.
Foram batalhas, teológicas, políticas, conquistas e derrotas em torno da fé cristã. O livro mostra as diferenças entre a igreja do ocidente e do oriente, principais concilios e o grande cisma da igreja. Na época da Reforma e Contra Reforma (Reforma Católica) é mostrado como esse evento se tornou o germe do nosso pensamento moderno e da nossa democracia. Um ponto positivo do livro é que ele consegue em poucas páginas mostrar os principais nomes da igreja dw cristo ao longo da História, tanto na igreja Católica, quanto no meio Protestante e Ortodoxo além das demais ramificações do Cristianismo, sem deixar a desejar na parte Histórica.
O livro é um auxilio a mais à nossa fé, mostrando que em momentos de crise (pessoal e histórica) a fé de muitas pessoas é avivada e o cristianismo se reformula voltando ao centro do que é a vontade de Deus.
Vejo nesse livro que é necessário estudar os fundamentos da nossa fé. E buscar auxílio no Espírito Santo e ter coragem e humildade de seguir a Cristo, aceitando o propósito de Deus para nossa vida como esses homens e mulheres retratados nesse livro fizeram.

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Uma vida com propósitos - capítulo 3

Uma vida com propósitos - capítulo 3
O que dirige a sua vida?
A pergunta para mim é bem pertinente , veio no momento que decidi verdadeiramente me empenhar em estar mais próximo de Deus, da sua vontade e da sua obra, conhecer ao Senhor e ter uma vida dirigida por Ele. Larguei coisas que me davam alegrias momentâneas mas depois tristeza profunda e arrependimento, até mesmo saí das redes sociais, que estavam tomando boa parte do tempo. Empenhando em ter a vida dirigida por Ele, colocando sobre ele todas as preocupações e ansiedades, me senti mais leve, e esse é o sentimento até o momento, pois seu jugo é suave e seu fardo é leve.
Além desse capítulo ter caído junto da decisão de seguir ao Senhor, estava lendo outras coisas... a Bíblia, que ultimamente me deu uma vontade de conhecer como nunca a tive; sermões e histórias de heróis da fé, como Spurgeon e John Wesley. Wesley ao escutar uma pregação na qual leram um comentário de Lutero sobre o livro de Romanos, sentiu o coração estranhamente aquecido ( pelo Espirito Santo). Creio que ali ele entendeu verdadeiramente seu propósito, perdendo todo medo e entregando a vida na direção de Deus.
A partir dessas leituras, desejei ter o coração estranhamente aquecido como Wesley. Entreguei minha vida na direção de Deus e disse para o Senhor que ele pode dirigir minha vida. Pois quando tentamos com nossas forças, somos fracos e impossibilitados, mas quando colocamos nas mãos de Deus as coisas começam a andar.
Minha vida e a de quem está lendo isso, não precisam ser dirigidas pelo passado ou pelas circunstancias, pelo amor às coisas materiais, ela pode ter a direção de Deus.
Para o autor de uma vida com propósitos, conhecer seu propósito de vida faz com que ela tenha sentido, a simplifica, ajuda a estabelecer prioridades e traz motivação. Além disso, conhecer nosso propósito irá nos preparar para a eternidade.
Muitos cristãos esquecem que Deus nos prometeu a vida eterna e estamos sendo preparados para ela aqui na terra. Para Warren, quando chegarmos diante de Deus nos será perguntado duas coisas: O que você fez com meu filho Jesus? E o que você fez com o que eu lhe dei? Sua vida, recursos, talentos, relacionamentos...
Foram energias gastas consigo mesmo ou usou para cumprir o propósito de Deus?


Essas perguntas segundo o autor, nos dirão onde passaremos a eternidade, são perguntais centrais para nossa vida, são urgentes e precisamos responder agora, no presente. Por isso... o que está dirigindo sua vida?
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Jesus é Deus? "Mais que um Carpinteiro"


Jesus Cristo é apresentado no Evangelho de Lucas (o médico) como o Salvador Divino, ao qual falavam as Escrituras no Antigo Testamento. O próprio se apresenta ao longo do Evangelho como Filho do Homem (recorrência de 27 vezes no livro de Lucas). Sua apresentação como Filho do Homem (Deus) e como possuidor de autoridade são prerrogativas messiânicas profetizadas pelo profeta Daniel (dn 7:13-14).
Ele era "mais que um carpinteiro" o livro que tem esse título, afirma que a declaração de Jesus ser Deus (lucas 5:20, só Deus poderia perdoar pecados) mexeu com os fariseus e foi o motivo dele ser morto. Essa afirmação era muito grave e séria, por isso não se pode ter em Jesus apenas um homem que pregou uma mensagem de paz e amor, um líder moral e anular sua divindade. Porque? Simples, se você diz que ele é um homem bom,  apenas, e não é Deus, só restam três opções sobre quem seria ele: um mentiroso, um maluco, ou Deus, menos uma pessoa que pregava coisas boas sem ser Deus, essa opção é inviável. Se ele era mentiroso ao afirmar que era Deus (Filho do Homem, que tem poder de perdoar os pecados) ele também não poderia ser uma pessoa boa. Já se afirmasse ser Deus mas sendo um louco não poderia ter pregado tantas coisas boas e de forma tão consciente, se acreditamos que não se passava de um louco, também não acreditaríamos que era um mestre de moral, ou mesmo Deus. Logo, a única opção que resta é acreditar que ele estava falando a verdade sobre si e o livro de Lucas deixa claro essa natureza divina de Jesus.
Em lucas 5:20 fica claro que só ele é perfeito, podendo curar a doença física (exterior) mas principalmente a espiritual (interior) perdoando os pecados.
Lucas 7:6 um Centurião Romano reconhece a Soberania de Jesus, mesmo sendo um homem com soldados às suas ordens. A respeito disso Jesus afirma: "nem mesmo em Israel achei fé como esta".
Se analisarmos bem o livro de Lucas, notaremos três eixos centrais nas ações de Jesus:
-Ele é o Senhor que cura ( cerca de 19 citações da palavra cura no evangelho).
-Ele é o Filho do Homem ( cerca de 27 citações mostram sua natureza divina)
-Ele perdoa os pecados (28 citações sobre pecado)
O livro de lucas deixa claro a situação pecaminosa do homem, mas também mostra que Deus está pronto à curar, perdoar e salvar os que com sinceridade de coração e com amor se aproximam dele. Esse evangelho mostra que não somos super santos, só ele é perfeito, veio para os publicanos, para o filho pródigo, para os dez leprosos, para Zaqueu, para a prostituta que muito amou, para o servo do centurião, para o cego de Jericó, reavivou a esperança da viúva de Naim e de muitos outros. Veio perdoar porque era Deus.
As maiores obras apresentadas no livro de Lucas foram voltadas aos pecadores. Pessoas que olhando para si reconheceram a condição de pecador e olhando para Cristo reconheceram seu carater divino.


 Na parábola do fariseu e do publicano, em Lucas 18, Jesus mostra que o publicano fez esse reconhecimento, " Oh Deus, sê propício a mim pecador." E "este desceu justificado para sua casa", e o fariseu não, porque "qualquer que se exalta será humilhado e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado".
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A Depressão de Spurgeon (Spurgeon's Sorrows): Esperança Realista em meio à Angústia de Zack Eswine.

AS NOTAS PARA: A Depressão de Spurgeon (Spurgeon's Sorrows): Esperança Realista em meio à Angústia de Zack Eswine.



Depressão e Ansiedade são males que acometem a qualquer um, inclusive aqueles que servem à Deus e são cristãos. Diferentemente do que muitos acreditam, depressão não é falta de Deus. Muitos cristãos são acometidos por este male, e muitos cristãos conhecidos sofreram com isso, o próprio "príncipe dos pregadores" Charles Spurgeon, sofreu com isso. Abaixo segue algumas citações do livro a Depressão de Spurgeon, de Zack Eswine. 

"Neste mundo caído, a tristeza é um ato de sanidade e nossas lágrimas, o testemunho daquilo que é são."
"Duvidamos terrivelmente se “somos mesmo cristãos”, e nos tornamos “atormentados com o medo” de que sejamos “impostores vivendo vidas falsas”.

" Aos olhos de muitas pessoas, incluindo cristãos, depressão significa covardia, falta de fé, ou simplesmente falta de atitude. Tais pessoas dizem a Deus em oração, e pessoalmente a seus amigos, que o sofredor de depressão provavelmente está fingindo, é fraco ou não é espiritual."

"Talvez nada na vida nos lembre mais de que não somos Deus e que esta terra não é o paraíso, do que uma angústia indescritível, que às vezes desafia a própria causalidade e que não tem nenhuma cura imediata ou absoluta. Não há momento mais delicado, ou assento mais difícil para se sentar, do que aquele em que aguardamos o médico, quando este, depois de todos os exames solicitados sobre nossa carne fatigada e picada por agulhas, em revés nos admite: “simplesmente não sabemos.”.

 "A graça de uma história maior, ou de uma visão mais ampla do que este momento específico de escuridão, deve nos orientar."

 "Somos como “guerreiros ofegantes” e “pobres soldados enfraquecidos”clamando pelo alívio dessa “longa batalha de aflição“na imensa tempestade no cérebro."

" Às vezes alguns de nós que sofrem de depressão sentem a picada dessa ironia — a incapacidade de encontrar compaixão e conforto das pessoas que leem a Bíblia todos os dias, mas não reconhecem o dom da metáfora para os aflitos dentro de suas páginas. Como podemos diminuir a picada de uma esperança irrealista? "

 "A linguagem de Deus revela um Ser que realmente entende nosso dilema."

 "Todavia, em primeiro lugar, vamos aprender ternamente no Senhor a reconhecer suas promessas como um farol penetrando os nossos oceanos noturnos."

 "O que Deus nos prometeu é que estaria conosco, que choraria conosco, celebraria conosco, nos ajudaria, fortalecendo-nos para jamais desistirmos de sobreviver a qualquer mal ou coisa terrível que nos sobrevenha."

"Nada nos separará novamente. Nada”.

 "Consequentemente, Charles falou com frequência de outros tipos de “remédios”, além de produtos farmacêuticos"

 "A mente esquece tudo isso, consciente apenas de sua indescritível miséria”.

 “Conheço alguém que, na amargura de sua alma, frequentemente orou dessa forma.”

 "Gostaríamos de poder ficar inconscientes, porque a consciência que possuímos é extremamente dolorosa."

"Quando nos escondemos na caverna, é uma fonte de conforto para nós nos lembrarmos que um homem como ele, esse grande profeta de Israel, esteve lá antes de nós.”

 "Alguns de nós, neste momento, podem colocar este livro de lado por um instante. Podemos fazer uma pausa, chorar e orar com empatia por quão miserável deve ser o enorme abismo que consegue levar um ser humano ao desejo de acabar com sua vida."

"Ele acreditava que até mesmo as escolhas mais abomináveis de homens e mulheres não poderiam impedir que o bom propósito de Deus aconteça em nossas vidas."

 "Até mesmo um olhar terno de uma criança pode ajudar a remover nossa depressão."

 "Em outras palavras, nossas aflições pertencem a Jesus. Ele é seu mestre, não importa que pensamentos cruéis ou causa inexplicável lhes tenha dado luz. Jesus nos mostra suas feridas, as calúnias, as manipulações, as injustiças, os golpes no corpo, os maus tratos empilhados sobre ele. De lá ele ainda ama. Ele nos convida para a comunhão de sua compaixão. E nas profundezas, recebemos isso dele."
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Um Guia Para a Oração Fervorosa, A. W. Pink

AS NOTAS PARA: Um Guia Para a Oração Fervorosa, A. W. Pink
“No relacionamento do homem com Deus toda iniciativa parte de Deus, e então o homem reage à ação inicial de Deus. Deus sempre age, nunca reage, Suas ações sempre são primárias. Por exemplo: se alguém ama a Deus, é por Ele o amou primeiro (1 João 4:19), Se alguém O escolhe, foi porque Ele o escolheu primeiro (João 15:16), se alguém é uma nova criatura, é porque Ele antes o ressuscitou estando tal pessoa morta em delitos e pecados (Efésios 2:1-10), de sorte que sempre as atitudes positivas dos homens em relação a Deus são fruto de uma atitude primária, eterna, positiva, graciosa, benevolente e condescendente da parte de Deus para com tal homem. Assim se tu não oras a Deus hoje, tema e trema! pois pode ser que tu não ores na terra porque Cristo também não ora por ti no Céu, e nem tenha orado por ti enquanto Ele esteve na terra, e talvez a única menção que Cristo tenha feito de você durante as Suas orações foi: não rogo pelo mundo (João 17:9).”
“Nossa condição definitiva como cristãos é testada pelo caráter da nossa vida de oração."
“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8:15)."
“Não é pelo que os Cristãos são por si mesmos, mas por causa do que eles são em Cristo, que Deus responde as suas súplicas: ‘a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo’ (1 Pedro 2:5).”
“Então, encoraje a si mesmo pela grandiosidade da misericórdia de Deus, pelas Suas promessas pactuais, pela Sua paternidade, e pelas respostas que você já recebeu no passado.”
“Apenas uma impressão borrada permaneceu na mente, e uma sensação de que o suplicante havia se envolvido em mais uma forma de pregação indireta do que diretamente orado. Mas examine qualquer das orações dos apóstolos e será visto, mesmo de relance, que as orações deles são como as que seu Mestre fez em Mateus 6:9-13 e João 17, composto de adorações definitivas e petições com grande definição.”
“Porém o que marca o Cristianismo é um Salvador ressuscitado e entronizado, que afastou os pecados de Seu povo de diante da face de Deus e garantiu para eles o direito de acesso a Ele.”
“Ali Deus é visto em Seu caráter judicial como estando irado com o pastor por nossa causa, uma vez que Ele levou os nossos pecados, a justiça deve tomar satisfação dEle.”
“A Superioridade De Cristo, O Grande Pastor”
“Havia um processo legal formal contra Cristo. Jeová depositou sobre Ele todas as iniquidades dos Seus eleitos, e, assim, Ele foi declarado culpado aos olhos da Lei Divina.”
“Cristo não apenas recebeu a absolvição, mas foi efetivamente libertado da prisão, depois de ter pagado o último centavo exigido dEle.”
“Ao trazer Seu Filho da sepultura, Deus estava dizendo que esse Jesus, o verdadeiro Messias, não morreu por Seus próprios pecados, mas pelos pecados de outros.”
“Pelo Sangue Da Aliança Eterna”

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O Que é arrependimento? Questões Cruciais, de R. C. Sproul

AS NOTAS DO KINDLE PARA: O Que é arrependimento? 

Questões Cruciais, de R. C. Sproul:




“Salmos penitenciais incluem um reconhecimento de pecado contra Deus, uma resolução de apartar-se do comportamento errado e uma súplica humilde de que Deus restaure o povo ao estado de graça.”

“Perdemos o paraíso quando nos afastamos de Deus”

“A chamada ao arrependimento é uma chamada a retornar, uma chamada a voltar para o lar.”

“A ideia de ser limpo está no âmago do conceito bíblico de arrependimento.”

“Espírito Santo demonstra, no Salmo 51, como ele produz o arrependimento em nosso coração. Tenha isto em mente, enquanto consideramos este salmo.”

“Mas Davi entendeu que o pecado é, essencialmente, uma ofensa contra Deus, porque Deus é o único ser perfeito no universo.”

“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is 1.18).”


“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável”

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sartre - O inferno são os outros


Bem esse é o ultimo livro que li e os anteriores não estou com muita paciencia de escrever sobre ..ainda. 
Quem não lembra da letra dos Titãs "O problema não sou eu...o inferno são os outros, o inferno são os outros..." 
Pois bem só descobri agora que essa "máxima" é do filósofo existencialista Sartre, ele escreveu uma peça de teatro chamada Huis Clos, traduzida no português para "entre quatro paredes", e que no fim das contas é maior martírio existencialista, presente em toda sua obra. Os diálogos da peça mostram a difícil relação que é conviver com outras pessoas, no caso dessa peça, pessoas com histórias e culturas diferentes. 
Nessa história, Garcin, Estelle e Inês, são levados por um garoto à um quarto. A todo instante eles ficam se provocando e desconfiam estar no inferno, porém o local não tem grades, enxofre, fogo etc. Deste modo se perguntam se seria mesmo o inferno. Eles descobrem que são um o inferno do outro. Num dado momento Garcin ( condenado por ser covarde) tenta sair a todo custo e diz preferir o fogo e a dor. Viver junto e se importunando seria o inferno, ai vemos o lado existencial do filósofo, além das pessoas serem os carrascos dos outros, elas se autocondenam. Lembro de Sartre numa frase famosa que circula na internet, que o ser humano é obrigado à ser livre, e o livro mostra um pouco disso, esse vazio que é ser livre, os personagens se auto condenando e ainda acusando os outros. (Nada parecido com a vida real né? O QUE fazer com aquilo que fazem conosco?) ...
No fim da peça Garcin faz uma reflexão:

 "Eu compreendo que eu sou o inferno. Todas as minhas lembranças me devoram. Eu não tinha imaginado que isso era o inferno. Enxofre e grades? Que piada! O inferno são os outros."(Tradução minha) 

Por fim...gostei do livro, gosto dos temas existencialistas e estou conhecendo outros autore(a)s que andaram com Sartre e escreveram sobre o tema. São bem bacanas e Espero escrever sobre mais alguns deles. Ah lembrando que por mais que a convivencia com o ser humano esteja cada dia mais difícil, as pessoas estejam cada vez menos tolerantes, é preciso aprender à viver junto e ter uma boa relação com nosso próximo. Mesmo sabendo que cada um de nós é uma ilha, um território distante e estranho. Beijos e Abraços. Deilson Barbosa. 

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Diário de Anne Frank - Anne Frank Journal - Pequena grande obra


Essa postagem vai tratar desse pequeno grande livro. Bem, quero falar que cheguei bem à Suiça, e tanto a adaptação com o idioma e cultura merecem uma futura postagem. Mas não agora. Venho falar desse que foi o primeiro livro que li aqui, com ajuda de um dicionário e um conjugador de verbos (são aplicativos disponíveis para celular). Sobre os aspectos históricos do período e da obra: Os nazistas se encontravam em expansão pela europa em meio à Segunda Guerra Mundial, dentre os lugares dominados, a terra da pequena Holandesa Anne, foi tomada por soldados de Hitler, e tudo aquilo que sabemos, como envio de mulheres, crianças e homens de origem judaica à campos de concentração, ocorreu também lá... Depois de ter lido, descobri através de uma amiga que a obra teve sua autoria duvidada, isso por ter traços de uma caneta fabricada anos após a morte da garota, em um campo de concentração nazista. Alors, vamos lá... Sempre acho que vou resumir e acabo escrevendo muito, mas a respeito desse livro há muito o que se falar. Acredita-se que ele foi escrito mesmo por essa menina e realmente sua familia, mãe, irmã e pai, se alojou num anexo de uma loja, junto à outra familia, uma mulher faladeira e contadora de vantagens que gostava de dar lição de moral, um rapaz por quem Anne se apaixona e o pai que não me recordo agora suas caracteristicas. Além dessa outra familia, se aloja tempos depois um dentista, que divide o quarto com Anne e alem de dar lição de moral, toma conta da mesa que a menina usava pra ler seus livros de literatura favoritos.
Minha percepção Sobre a obra: Gostei Bastante de ter lido, não só pelo apanhado histórico, mas pela escrita fácil e encantadora que é apresentada, a forma de ver o mundo mesmo estando na situação que estava é realmente encantadora, me recordo que Anne conta com entusiamo os planos que os moradores do anexo tinham para quando saíssem de lá...fulano disse que vai tomar um banho super demorado quando sair, por exemplo. Vale a Pena ser lido, ha criticas a respeito do livro mas tambem muitos elogios, e ha muito mais coisas a serem escritas que meu pouco capital cultural a respeito do tema não me capacita a escrever, mas como leigo e lendo em francês Digo que gostei do livro... Se você leu e gostaria de dar sua opinião Sobre algum aspecto do livro ou da epoca em que foi escrito, não se acanhe, ninguém sabe de tudo pra que não possa aprender mais, nem sabe pouco pra que não possa ensinar, como dizem muitos autores da práxis é interagindo que se aprende. Um Abraço e vem mais coisa por aí....lendo grandes obras da literatura francófona pra melhorar meu francês.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O problema da autoajuda

O problema da autoajuda Voltando depois de um tempo sem escrever (preparando aulas, apresentação de trabalho, vida social parcial kkk), venho falar sobre um livrinho que estou lendo, chamado “Nunca Desista”.  Qual o problema da autoajuda? Acredito que o maior problema com esse gênero é a sua discriminação. Como disse há um tempo iria escrever sobre esse livro da Joyce Meyer e outro do Augusto Cury chamado “Ansiedade”, como esse ultimo emprestei e não foi devolvido (problema frequente ao emprestar livros) vou falar dele em linhas gerais. Em “Ansiedade”, Cury fala sobre a síndrome do pensamento acelerado, um grande problema identificado por ele ao longo do seu trabalho na área psicológica. Cury diz que esse é o grande mal do século, as pessoas não conseguem gerir as “janelas” traumáticas formadas em sua mente, as denominadas por ele de “janelas killer”. Em linhas gerais e simploriamente ele afirma que a pessoa deve se esforçar para fazer com que “janelas light” tomem conta do seu pensamento, no lugar das janelas traumáticas que se formaram ao longo da vida da pessoa.  Como disse há um tempo o autor de uma vida com propósitos vai contra esse tipo de literatura (ao mesmo tempo que o seu livro notavelmente é um tipo de autoajuda muito ruim, sim acredito que existam bons livros de autoajuda como o quem mexeu no meu queijo, o Kairós, do Padre Marcelo e o próprio da Joyce Meyer que vou falar a seguir) dizendo que eles fazem a pessoa querer fazer e realizar egocentricamente mais e mais (leia o primeiro comentário sobre  o livro uma vida com propósitos, deste blog para entender melhor) enquanto o propósito dele seria o da pessoa encontrar um propósito na vida e fazer menos, e não alimentar seu ego, mas buscar a centralidade em Deus.  Em seu livro (Nunca desista), Joyce Meyer vai afirmar que seu leitor pode ter o melhor que Deus tem a oferecer, se ele não desistir, buscando ter êxito em todas as áreas da vida. Para ela, “nunca somos um fracasso, a não ser que desistamos”. A partir daí a autora mostra uma série de pessoas que obtiveram “sucesso” na vida, que mesmo tendo fracassado num determinado momento de sua história, escolheram não desistir dos seus sonhos. Estas pessoas se recusaram a desistir em vez de desanimar.  “Não diga é impossível” é uma das máximas usadas pela autora, que afirma: “prometa a si mesmo que nunca dirá ‘é impossível’”. A partir daí entra a religião, ou a espiritualidade, podemos dizer assim. Por ser uma líder religiosa, Meyer faz uso nos seus livros, de sua experiência pessoal e da religiosidade cristã. A autora vai afirmar que Jesus é o caminho a verdade e a vida, e que ele ajudará o leitor a encontrar um caminho onde pareça não haver um. Como cristão, acredito profundamente nisso. Deus sempre nos mostra um caminho, uma pessoa, um auxílio, quando tudo parece estar desabando sobre nossos ombros.  Não se trata de sucesso no sentido ganancioso da coisa, ou obter riquezas, ou ser famoso, trata-se de ter a capacidade de SONHAR, ter motivos para viver, e colocar sobre as mãos de Deus esses sonhos, e quanto tudo parecer ruir e desmoronar, as mãos de Deus estão prontas para nos amparar. Essa confiança que devemos ter, e esse livro nos mostra que não podemos desistir dos nossos sonhos, um homem que perdeu a capacidade de sonhar, está morto em vida!!! Para finalizar, quero comentar sobre o trecho que a autora diz que não devemos desistir de três coisas FUNDAMENTAIS: Não desistir da saúde, das finanças e da família.  Na saúde a autora vai afirmar que: “Ele (Deus) não quer que estejamos exaustos ou esgotados demais para fazer coisas que nos dão alegria ou que nos impulsionam em direção a seus propósitos para nós”. (pagina 14). Então devemos controlar o estresse, cuidar da nutrição, fazer exercícios,  controlar o perfeccionismo, preocupações exageradas, medos.  Nas finanças, a autora afirma que a pessoa não pode ter em mente que será sempre uma pessoa endividada e que nunca conseguirá guardar seu dinheiro. E em família, devemos crer no poder transformador do amor para mudar situações.  Acho que escrevi bastante, e ficou bem claro meu ponto de vista, é uma autora muito execrada por escrever autoajuda, por ser pastora, mas quando você vive um problema como a depressão, ou passa por um momento difícil, essa literatura ajuda PRA CARAMBA, eu que o diga. É isso, até a próxima, com algum comentário sobre um filme, ou um livro, ou o que der na telha. Acho que na próxima postagem já estarei na Suíça, como diz o filósofo contemporâneo Pablo: “a mala já tá lá fora, porque homem não chora”.

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domingo, 6 de setembro de 2015

O zero e o infinito


O zero e o infinito é um daqueles livros que te faz pensar: o que é próprio do ser humano e o que faz parte de sua época? Realmente o ser humano é livre para fazer suas escolhas e até que ponto é influenciado por um sistema, uma ordem social e por instituições, qual sua contribuição individual no “rumo” da História?
O livro foi escrito pelo jornalista Arthur Koestler em 1941, apresenta um relato ficcional, da vida de Rubachov, a narrativa se passa num país inexistente, dominado por um Partido (alusão ao partido comunista) cujo líder mor era chamado de “nº1.”. Rubachov é um preso político que aguarda julgamento. Este senhor de cavanhaque e pince-net é nada mais nada menos que um ex-integrante do Partido, um bolchevique que foi acusado de traidor. O que torna o livro tão importante a ponto de ser comparado a livros como a Revolução dos Bichos, Admirável Mundo Novo e 1984 é o fato de ter sido escrito num momento propício, no “olho do furacão”.  Após ser capturado por fascistas e ser condenado à morte, o autor do livro é solto, através de um pedido da Inglaterra. Logo em seguida estoura a segunda Guerra Mundial, o livro faz uma alusão clara aos expurgos e intransigências Stalinistas, mostra que haveria uma distinção em voga entre dois sistemas, duas “atitudes em conflito”, a primeira a marxista, que subordinaria os fins aos meios, que o fim mais almejado em relação ao individuo é sua subordinação total ao Estado. Na segunda atitude o individuo teria uma “importância suprema”, daí o nome da tradução do livro aqui no Brasil ser O zero e o infinito.  
Na prisão antes de esperar seu desfecho final, que provavelmente seria a morte, Rubachov vai lembrando-se de tudo que viveu e realizou pelo partido, todas as “maldades” que realizou, pensando que os fins justificavam os meios, estava seguindo o rumo da História, o Partido estava absolutamente certo e sua tarefa era somente segui-lo. Rubachov agora não passava de um preso político que andava freneticamente de um lado a outro da cela, atordoado por suas lembranças que o fazem se enxergar como um zero no infinito.

Em uma passagem interessante, Rubachov se lembra da vez na qual deserdou um dos integrantes do Partido porque este não distribuiu em sua cidade o material panfletário, alegando estar errado, isto para Rubachov se tratava de derrotismo e traição ao Partido. Para Rubachov “O Partido nunca pode errar. Eu e o camarada podemos cometer um erro. O Partido não. O Partido, camarada, é mais do que você e eu e milhares de outros como você e eu. O Partido é a corporificação da ideia revolucionária da História. A História não conhece escrúpulos nem vacilações. Inerte e infalível ela marcha para seu alvo. [...] A História conhece seu caminho. Não erra. QUEM NÃO TEM FÉ ABSOLUTA NA HISTÓRIA NÃO PERTENCE ÀS FILEIRAS DO PARTIDO”.   Sendo assim o autor do livro enxerga que a filosofia marxista engessaria as pessoas e que os fins justificariam os meios. O mais interessante de tudo é que a Guerra Fria ainda estava por acontecer o que torna O Zero e o Infinito um livro que vai retratar um longo futuro entre os dois blocos, digamos assim. Para, além disso, vai mostrar a relação do personagem principal no reconhecimento do seu EU, através de seu contato com os outros presos, com a dor, a fome, a morte e seu principal pesadelo: o passado e sua consciência pesada por tudo que fez.

 KOESTLER, Arthur. O zero e o infinito. Editora Globo, 1964.      

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Rumo do blog

Hello kids! Vem coisa boa por aí.
Depois de um tempo sem escrever/ler, que é minha paixão ( estava trabalhando em cozinha, aprendi muita coisa e já consigo não morrer de fome) Foram três longos meses pensando em voltar a escrever, mas o cansaço me vencia. Desligando-me do emprego trago  a seguinte proposta para os próximos textos: terminar de comentar o livro do Warren( que por sinal é muito chato) e contrapô-lo com outros autores que escrevem auto ajuda, é um gênero de escrita que particularmente me auxiliou quando passei por uma depressão profunda. Logo, meu ponto de vista sobre esse gênero não possui um tom de preconceito como de muita gente que se acha mais “esclarecida”. Pretendo então fazer um comentário sobre a Joyce Meyer e o Augusto Cury no seu livro sobre ansiedade (livro que não me devolveram até hoje).
Intercalado com isso, falarei sobre alguns filmes de uma extensa lista que está no meu HD, não conseguirei assistir todos, então comentarei os que pareçam mais interessantes.
Após o comentário do Warren, selecionarei uma lista de livros da minha “biblioteca” que estava pra ler há bastante tempo e que só vai aumentando sem ser lida. Devido a uma viagem por um tempo prolongado no exterior, vou tentar ler o máximo de livros dos que já estão selecionados para leitura até a data da viagem. São livros sobre religião, alguns sobre história (poucos) e literatura. Os de religião irão se contrapor da seguinte forma: livros de pastores midiáticos vendidos ao dinheiro versus livros fundamentais do pensamento cristão: O caminho de um peregrino, Imitação de Cristo e Conselhos de São Boaventura, ou seja, livros de teologia católica, ortodoxa russa e católica pré reformadora, que inspiraram a busca pela devoção interna, uma vida livre do egoísmo e interesse em bens materiais, e parafraseando um dos livros, uma busca pela imitação de Cristo. Em contraponto à uma teologia do self service, buscará ver até que ponto essa os livros dessas igrejas vendidas ao capital financeiro podem ser confiáveis, se é que podem, há algo a ser aprendido neles?

Alguns textos são sobre teoria filosófica e epistemologia, porque acredito que religião não anda dissociada de teorias sociais e filosóficas. Assim analisaremos as criticas de Nietzsche à nossa sociedade judaico cristã, há um texto de Rousseau sobre o contrato social, e um texto explicando o que é dialética, este sobre dialética vai ser um dos primeiros textos a ser explorado, por se tratar de um conceito fundamental, pois para Heraclito de Éfeso tudo está em constante mudança, daí a importancia deste conceito para mim. Há a possibilidade de incorporação de um livro de contos escrito pelo Sarte, "O muro", que por sinal já li, é excelente. Os textos literários e históricos são surpresa, na verdade é preguiça de apresentá-los agora. Mas a coisa vai ficar bem legal. Por enquanto é isso. Let's Go!

O dia que C. S. Lewis discordou de Santo Agostinho

  O dia que C.S. Lewis discordou de Santo Agostinho: “Não permita que a sua felicidade dependa de algo que possa perder”. Essa frase é atrib...