quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sartre - O inferno são os outros


Bem esse é o ultimo livro que li e os anteriores não estou com muita paciencia de escrever sobre ..ainda. 
Quem não lembra da letra dos Titãs "O problema não sou eu...o inferno são os outros, o inferno são os outros..." 
Pois bem só descobri agora que essa "máxima" é do filósofo existencialista Sartre, ele escreveu uma peça de teatro chamada Huis Clos, traduzida no português para "entre quatro paredes", e que no fim das contas é maior martírio existencialista, presente em toda sua obra. Os diálogos da peça mostram a difícil relação que é conviver com outras pessoas, no caso dessa peça, pessoas com histórias e culturas diferentes. 
Nessa história, Garcin, Estelle e Inês, são levados por um garoto à um quarto. A todo instante eles ficam se provocando e desconfiam estar no inferno, porém o local não tem grades, enxofre, fogo etc. Deste modo se perguntam se seria mesmo o inferno. Eles descobrem que são um o inferno do outro. Num dado momento Garcin ( condenado por ser covarde) tenta sair a todo custo e diz preferir o fogo e a dor. Viver junto e se importunando seria o inferno, ai vemos o lado existencial do filósofo, além das pessoas serem os carrascos dos outros, elas se autocondenam. Lembro de Sartre numa frase famosa que circula na internet, que o ser humano é obrigado à ser livre, e o livro mostra um pouco disso, esse vazio que é ser livre, os personagens se auto condenando e ainda acusando os outros. (Nada parecido com a vida real né? O QUE fazer com aquilo que fazem conosco?) ...
No fim da peça Garcin faz uma reflexão:

 "Eu compreendo que eu sou o inferno. Todas as minhas lembranças me devoram. Eu não tinha imaginado que isso era o inferno. Enxofre e grades? Que piada! O inferno são os outros."(Tradução minha) 

Por fim...gostei do livro, gosto dos temas existencialistas e estou conhecendo outros autore(a)s que andaram com Sartre e escreveram sobre o tema. São bem bacanas e Espero escrever sobre mais alguns deles. Ah lembrando que por mais que a convivencia com o ser humano esteja cada dia mais difícil, as pessoas estejam cada vez menos tolerantes, é preciso aprender à viver junto e ter uma boa relação com nosso próximo. Mesmo sabendo que cada um de nós é uma ilha, um território distante e estranho. Beijos e Abraços. Deilson Barbosa. 

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Diário de Anne Frank - Anne Frank Journal - Pequena grande obra


Essa postagem vai tratar desse pequeno grande livro. Bem, quero falar que cheguei bem à Suiça, e tanto a adaptação com o idioma e cultura merecem uma futura postagem. Mas não agora. Venho falar desse que foi o primeiro livro que li aqui, com ajuda de um dicionário e um conjugador de verbos (são aplicativos disponíveis para celular). Sobre os aspectos históricos do período e da obra: Os nazistas se encontravam em expansão pela europa em meio à Segunda Guerra Mundial, dentre os lugares dominados, a terra da pequena Holandesa Anne, foi tomada por soldados de Hitler, e tudo aquilo que sabemos, como envio de mulheres, crianças e homens de origem judaica à campos de concentração, ocorreu também lá... Depois de ter lido, descobri através de uma amiga que a obra teve sua autoria duvidada, isso por ter traços de uma caneta fabricada anos após a morte da garota, em um campo de concentração nazista. Alors, vamos lá... Sempre acho que vou resumir e acabo escrevendo muito, mas a respeito desse livro há muito o que se falar. Acredita-se que ele foi escrito mesmo por essa menina e realmente sua familia, mãe, irmã e pai, se alojou num anexo de uma loja, junto à outra familia, uma mulher faladeira e contadora de vantagens que gostava de dar lição de moral, um rapaz por quem Anne se apaixona e o pai que não me recordo agora suas caracteristicas. Além dessa outra familia, se aloja tempos depois um dentista, que divide o quarto com Anne e alem de dar lição de moral, toma conta da mesa que a menina usava pra ler seus livros de literatura favoritos.
Minha percepção Sobre a obra: Gostei Bastante de ter lido, não só pelo apanhado histórico, mas pela escrita fácil e encantadora que é apresentada, a forma de ver o mundo mesmo estando na situação que estava é realmente encantadora, me recordo que Anne conta com entusiamo os planos que os moradores do anexo tinham para quando saíssem de lá...fulano disse que vai tomar um banho super demorado quando sair, por exemplo. Vale a Pena ser lido, ha criticas a respeito do livro mas tambem muitos elogios, e ha muito mais coisas a serem escritas que meu pouco capital cultural a respeito do tema não me capacita a escrever, mas como leigo e lendo em francês Digo que gostei do livro... Se você leu e gostaria de dar sua opinião Sobre algum aspecto do livro ou da epoca em que foi escrito, não se acanhe, ninguém sabe de tudo pra que não possa aprender mais, nem sabe pouco pra que não possa ensinar, como dizem muitos autores da práxis é interagindo que se aprende. Um Abraço e vem mais coisa por aí....lendo grandes obras da literatura francófona pra melhorar meu francês.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O problema da autoajuda

O problema da autoajuda Voltando depois de um tempo sem escrever (preparando aulas, apresentação de trabalho, vida social parcial kkk), venho falar sobre um livrinho que estou lendo, chamado “Nunca Desista”.  Qual o problema da autoajuda? Acredito que o maior problema com esse gênero é a sua discriminação. Como disse há um tempo iria escrever sobre esse livro da Joyce Meyer e outro do Augusto Cury chamado “Ansiedade”, como esse ultimo emprestei e não foi devolvido (problema frequente ao emprestar livros) vou falar dele em linhas gerais. Em “Ansiedade”, Cury fala sobre a síndrome do pensamento acelerado, um grande problema identificado por ele ao longo do seu trabalho na área psicológica. Cury diz que esse é o grande mal do século, as pessoas não conseguem gerir as “janelas” traumáticas formadas em sua mente, as denominadas por ele de “janelas killer”. Em linhas gerais e simploriamente ele afirma que a pessoa deve se esforçar para fazer com que “janelas light” tomem conta do seu pensamento, no lugar das janelas traumáticas que se formaram ao longo da vida da pessoa.  Como disse há um tempo o autor de uma vida com propósitos vai contra esse tipo de literatura (ao mesmo tempo que o seu livro notavelmente é um tipo de autoajuda muito ruim, sim acredito que existam bons livros de autoajuda como o quem mexeu no meu queijo, o Kairós, do Padre Marcelo e o próprio da Joyce Meyer que vou falar a seguir) dizendo que eles fazem a pessoa querer fazer e realizar egocentricamente mais e mais (leia o primeiro comentário sobre  o livro uma vida com propósitos, deste blog para entender melhor) enquanto o propósito dele seria o da pessoa encontrar um propósito na vida e fazer menos, e não alimentar seu ego, mas buscar a centralidade em Deus.  Em seu livro (Nunca desista), Joyce Meyer vai afirmar que seu leitor pode ter o melhor que Deus tem a oferecer, se ele não desistir, buscando ter êxito em todas as áreas da vida. Para ela, “nunca somos um fracasso, a não ser que desistamos”. A partir daí a autora mostra uma série de pessoas que obtiveram “sucesso” na vida, que mesmo tendo fracassado num determinado momento de sua história, escolheram não desistir dos seus sonhos. Estas pessoas se recusaram a desistir em vez de desanimar.  “Não diga é impossível” é uma das máximas usadas pela autora, que afirma: “prometa a si mesmo que nunca dirá ‘é impossível’”. A partir daí entra a religião, ou a espiritualidade, podemos dizer assim. Por ser uma líder religiosa, Meyer faz uso nos seus livros, de sua experiência pessoal e da religiosidade cristã. A autora vai afirmar que Jesus é o caminho a verdade e a vida, e que ele ajudará o leitor a encontrar um caminho onde pareça não haver um. Como cristão, acredito profundamente nisso. Deus sempre nos mostra um caminho, uma pessoa, um auxílio, quando tudo parece estar desabando sobre nossos ombros.  Não se trata de sucesso no sentido ganancioso da coisa, ou obter riquezas, ou ser famoso, trata-se de ter a capacidade de SONHAR, ter motivos para viver, e colocar sobre as mãos de Deus esses sonhos, e quanto tudo parecer ruir e desmoronar, as mãos de Deus estão prontas para nos amparar. Essa confiança que devemos ter, e esse livro nos mostra que não podemos desistir dos nossos sonhos, um homem que perdeu a capacidade de sonhar, está morto em vida!!! Para finalizar, quero comentar sobre o trecho que a autora diz que não devemos desistir de três coisas FUNDAMENTAIS: Não desistir da saúde, das finanças e da família.  Na saúde a autora vai afirmar que: “Ele (Deus) não quer que estejamos exaustos ou esgotados demais para fazer coisas que nos dão alegria ou que nos impulsionam em direção a seus propósitos para nós”. (pagina 14). Então devemos controlar o estresse, cuidar da nutrição, fazer exercícios,  controlar o perfeccionismo, preocupações exageradas, medos.  Nas finanças, a autora afirma que a pessoa não pode ter em mente que será sempre uma pessoa endividada e que nunca conseguirá guardar seu dinheiro. E em família, devemos crer no poder transformador do amor para mudar situações.  Acho que escrevi bastante, e ficou bem claro meu ponto de vista, é uma autora muito execrada por escrever autoajuda, por ser pastora, mas quando você vive um problema como a depressão, ou passa por um momento difícil, essa literatura ajuda PRA CARAMBA, eu que o diga. É isso, até a próxima, com algum comentário sobre um filme, ou um livro, ou o que der na telha. Acho que na próxima postagem já estarei na Suíça, como diz o filósofo contemporâneo Pablo: “a mala já tá lá fora, porque homem não chora”.

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domingo, 6 de setembro de 2015

O zero e o infinito


O zero e o infinito é um daqueles livros que te faz pensar: o que é próprio do ser humano e o que faz parte de sua época? Realmente o ser humano é livre para fazer suas escolhas e até que ponto é influenciado por um sistema, uma ordem social e por instituições, qual sua contribuição individual no “rumo” da História?
O livro foi escrito pelo jornalista Arthur Koestler em 1941, apresenta um relato ficcional, da vida de Rubachov, a narrativa se passa num país inexistente, dominado por um Partido (alusão ao partido comunista) cujo líder mor era chamado de “nº1.”. Rubachov é um preso político que aguarda julgamento. Este senhor de cavanhaque e pince-net é nada mais nada menos que um ex-integrante do Partido, um bolchevique que foi acusado de traidor. O que torna o livro tão importante a ponto de ser comparado a livros como a Revolução dos Bichos, Admirável Mundo Novo e 1984 é o fato de ter sido escrito num momento propício, no “olho do furacão”.  Após ser capturado por fascistas e ser condenado à morte, o autor do livro é solto, através de um pedido da Inglaterra. Logo em seguida estoura a segunda Guerra Mundial, o livro faz uma alusão clara aos expurgos e intransigências Stalinistas, mostra que haveria uma distinção em voga entre dois sistemas, duas “atitudes em conflito”, a primeira a marxista, que subordinaria os fins aos meios, que o fim mais almejado em relação ao individuo é sua subordinação total ao Estado. Na segunda atitude o individuo teria uma “importância suprema”, daí o nome da tradução do livro aqui no Brasil ser O zero e o infinito.  
Na prisão antes de esperar seu desfecho final, que provavelmente seria a morte, Rubachov vai lembrando-se de tudo que viveu e realizou pelo partido, todas as “maldades” que realizou, pensando que os fins justificavam os meios, estava seguindo o rumo da História, o Partido estava absolutamente certo e sua tarefa era somente segui-lo. Rubachov agora não passava de um preso político que andava freneticamente de um lado a outro da cela, atordoado por suas lembranças que o fazem se enxergar como um zero no infinito.

Em uma passagem interessante, Rubachov se lembra da vez na qual deserdou um dos integrantes do Partido porque este não distribuiu em sua cidade o material panfletário, alegando estar errado, isto para Rubachov se tratava de derrotismo e traição ao Partido. Para Rubachov “O Partido nunca pode errar. Eu e o camarada podemos cometer um erro. O Partido não. O Partido, camarada, é mais do que você e eu e milhares de outros como você e eu. O Partido é a corporificação da ideia revolucionária da História. A História não conhece escrúpulos nem vacilações. Inerte e infalível ela marcha para seu alvo. [...] A História conhece seu caminho. Não erra. QUEM NÃO TEM FÉ ABSOLUTA NA HISTÓRIA NÃO PERTENCE ÀS FILEIRAS DO PARTIDO”.   Sendo assim o autor do livro enxerga que a filosofia marxista engessaria as pessoas e que os fins justificariam os meios. O mais interessante de tudo é que a Guerra Fria ainda estava por acontecer o que torna O Zero e o Infinito um livro que vai retratar um longo futuro entre os dois blocos, digamos assim. Para, além disso, vai mostrar a relação do personagem principal no reconhecimento do seu EU, através de seu contato com os outros presos, com a dor, a fome, a morte e seu principal pesadelo: o passado e sua consciência pesada por tudo que fez.

 KOESTLER, Arthur. O zero e o infinito. Editora Globo, 1964.      

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Rumo do blog

Hello kids! Vem coisa boa por aí.
Depois de um tempo sem escrever/ler, que é minha paixão ( estava trabalhando em cozinha, aprendi muita coisa e já consigo não morrer de fome) Foram três longos meses pensando em voltar a escrever, mas o cansaço me vencia. Desligando-me do emprego trago  a seguinte proposta para os próximos textos: terminar de comentar o livro do Warren( que por sinal é muito chato) e contrapô-lo com outros autores que escrevem auto ajuda, é um gênero de escrita que particularmente me auxiliou quando passei por uma depressão profunda. Logo, meu ponto de vista sobre esse gênero não possui um tom de preconceito como de muita gente que se acha mais “esclarecida”. Pretendo então fazer um comentário sobre a Joyce Meyer e o Augusto Cury no seu livro sobre ansiedade (livro que não me devolveram até hoje).
Intercalado com isso, falarei sobre alguns filmes de uma extensa lista que está no meu HD, não conseguirei assistir todos, então comentarei os que pareçam mais interessantes.
Após o comentário do Warren, selecionarei uma lista de livros da minha “biblioteca” que estava pra ler há bastante tempo e que só vai aumentando sem ser lida. Devido a uma viagem por um tempo prolongado no exterior, vou tentar ler o máximo de livros dos que já estão selecionados para leitura até a data da viagem. São livros sobre religião, alguns sobre história (poucos) e literatura. Os de religião irão se contrapor da seguinte forma: livros de pastores midiáticos vendidos ao dinheiro versus livros fundamentais do pensamento cristão: O caminho de um peregrino, Imitação de Cristo e Conselhos de São Boaventura, ou seja, livros de teologia católica, ortodoxa russa e católica pré reformadora, que inspiraram a busca pela devoção interna, uma vida livre do egoísmo e interesse em bens materiais, e parafraseando um dos livros, uma busca pela imitação de Cristo. Em contraponto à uma teologia do self service, buscará ver até que ponto essa os livros dessas igrejas vendidas ao capital financeiro podem ser confiáveis, se é que podem, há algo a ser aprendido neles?

Alguns textos são sobre teoria filosófica e epistemologia, porque acredito que religião não anda dissociada de teorias sociais e filosóficas. Assim analisaremos as criticas de Nietzsche à nossa sociedade judaico cristã, há um texto de Rousseau sobre o contrato social, e um texto explicando o que é dialética, este sobre dialética vai ser um dos primeiros textos a ser explorado, por se tratar de um conceito fundamental, pois para Heraclito de Éfeso tudo está em constante mudança, daí a importancia deste conceito para mim. Há a possibilidade de incorporação de um livro de contos escrito pelo Sarte, "O muro", que por sinal já li, é excelente. Os textos literários e históricos são surpresa, na verdade é preguiça de apresentá-los agora. Mas a coisa vai ficar bem legal. Por enquanto é isso. Let's Go!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Comentário uma vida com propósito - Capítulo 2 - Você não é um acidente

Hoje vamos de capítulo 2 - já cheguei a ler o 3 e o 4, faltam os comentários, e de todos esse cap. 2 foi o que menos gostei, o autor fala de coisas obvias e ao mesmo tempo abstratas...vamos conferir...

WARREN, RICK. Uma vida com propósito – Para que estou na Terra?

Editora Vida, São Paulo, 2013.

Capítulo 2 - Você não é um acidente

O título desse capítulo é bem sugestivo, pois muitas pessoas acham que foram geradas por um acidente de percurso de seus pais e por este motivo se sentem menos amadas... Cheguei a conhecer uma pessoa que contava que sempre se sentiu o patinho feio da família porque seus pais tinham planejado o nascimento de seus dois irmãos mais velhos, mas a sua gestação ocorreu por "acidente". O que este capítulo tem a dizer para pessoas que sofrem com isso é: você não é um acidente, na trajetória que Deus tem pra sua vida não ocorreram acidentes, tudo tem um propósito. Lembro da passagem da bíblia na qual um homem não podia andar e os discípulos de Jesus perguntam "mestre quem pecou para que esse homem nascesse assim?" ... Ou traduzindo: qual foi o "acidente" que seus pais cometeram? E Jesus respondendo disse que ele nasceu daquele jeito para que Deus fosse glorificado através do milagre que ocorreria na vida dele.

Warren vai apontar neste capítulo (2) que: antes de sermos concebidos por nossos pais, fomos concebidos na mente de Deus, "ele foi o primeiro a pensar em você" (p.27). Ele nunca faz nada acidentalmente nem comete erros e cada pessoa, planta ou animal foi planejado com um propósito específico. E qual o motivo dessa criação? Uma parte que atentei bem nesse capítulo foi a questão do amor. Voltando aos passos de Jesus nos evangelhos, podemos dizer que ele sintetiza o antigo testamento e as leis, no amor. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo... Para Warren, o amor de Deus foi o motivo de termos sido criados, ele nos faz completos por meio desse amor. "Somos a razão de seu amor e o que há de mais precioso em toda criação" (p.29) Para o autor, a bíblia afirma que Deus não somente tem amor, mas, Ele é amor. O amor é a essência do caráter de Deus e nós somos expressão desse amor. Isso é uma coisa muito abstrata, porém profunda, já parou para pensar? Somos expressão desse amor que Ele é! Voltando a questão do propósito de vida, e não aprofundando em outras questões citadas nesse capitulo, encerro esse texto parafraseando o autor: descobrimos o significado e propósito da nossa vida se centrarmos as respostas em Deus, "se tomarmos Deus como ponto de referência de nossa vida". (p. 30). Pois nos entendemos pelo que ele é e não pelo que somos, pelo que ele fez por nós e não por algo que fizemos ou façamos. Até mais...

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Uma vida com propósitos

Uma vida com propósitos
Depois de alguns anos, volto a escrever... a proposta de hoje e das próximas postagens é de comentar materiais a principio cristãos, mas não necessariamente só esse tipo de material.. livros, filmes, música e outras coisas mais...provavelmente esses postagens virão sem aquela visão mistica, ungidona, super poderosa, pretendo fazer uma parada mais humana, em 2 anos as coisas mudam...espero que fique legal! Vamos começar com uma vida com propósito. 

WARREN, RICK. Uma vida com propósito – Para que estou na Terra?
Editora Vida, São Paulo, 2013.

Cap 1 Tudo começa com Deus
Ao viver nossa vida de forma egocêntrica (voltada sempre para o EU), uma hora nos deparamos com um grande problema, qual meu propósito nesse mundo? Mais cedo ou mais tarde essa questão aparece... Uma hora, na vida de todo ser humano (ou quase todo) essa questão vai surgir, e quando surge, devido à vários fatores pessoais, parece que o mundo desaba (não literalmente) e temos que reconstruí-lo. Como viver uma vida com propósitos? É a resposta que Rick Warren tenta dar em seu livro, afirmando que não é um livro de autoajuda. Erramos no ponto de partida porque concentramos tudo em nós mesmos: o que EU quero fazer? Quais são MEUS sonhos? MEUS objetivos? Etc. Segundo Warren, concentrar tudo em nós não desvendará o nosso propósito de vida, para ele tudo começa com Deus.
O livro é dividido em 40 capítulos, dispostos de forma proposital, o autor propõe que cada capítulo seja lido em um dia, o mesmo afirma que sempre que Deus quis usar um homem para algum propósito, ele utilizou o número 40 (Noé, Davi, Moisés, Jesus etc.) Não acredito que o número em si seja o fator para que algo aconteça na vida de alguém, ou que Deus ou a Bíblia tenha códigos especiais ou uma numerologia que caso descoberta contenha segredos que serão revelados por causa dos números em si, ou até mesmo que esses números possam ser usados de uma forma mística, judaizante ou como forma de confissão positiva a lá “O Segredo”. Tendo dito isto, acredito sim que esses 40 dias podem transformar a vida de uma pessoa, não porque são 40 dias, mais pela disposição e separação da pessoa, são 40 dias de meditação, mas se fossem 30 dias Deus agiria da mesma forma na vida da pessoa, por causa da vontade de mudar e ter um novo propósito na vida, que seja da vontade de Deus.
Voltando ao propósito... comecei a ler esse livro por causa da questão acima mencionada, todo homem uma hora quer saber o porquê está nesse mundo, qual seu propósito e quer fazer a diferença, não viver apenas por viver, contribuir para que este mundo perverso seja um pouco melhor... Neste momento me encontro assim. Sendo uma pessoa bem crítica em relação a tudo, leio esse livro muito com pé atrás, será mesmo que não é auto ajuda? Para o autor, não se trata de um livro de auto ajuda, porque livros desse tipo sempre contém as mesmas regras e passos sempre voltados para o antropocentrismo e egocentrismo tendo em vista a melhorar em algum ponto a vida da pessoa, por exemplo, tenha sonhos, objetivos, defina metas, tenha disciplina... todos esses pontos em livros de autoajuda são voltadas à obtenção de sucesso pessoal, mas para ele sucesso é diferente de propósito. Para ele não é um livro de autoajuda porque não ajuda a ter sucesso material ou pessoal e fazer mais coisas em menos tempo, mas “ensina a fazer menos na vida – concentrando-se no que mais importa” (p.23). O livro segundo Warren, vai ajudar o leitor a se tornar o que Deus pretendia fazer quando nos criou. Portanto como mostra o título do primeiro capítulo: tudo começa em Deus. Então, para que estamos na Terra? Podemos achar a resposta para essa pergunta de duas formas, pela especulação (por meio de palpites) ou pela revelação (perguntando à Deus), afinal segundo o autor, somente o criador de algo pode mostrar como este ser funciona (nosso criador sabe qual nosso propósito, Ele nos fez). Para Warren, Deus não é apenas o ponto de partida da vida, mas ele é a FONTE da vida e através de sua palavra podemos descobrir para qual objetivo fomos criados, e isto conseguiremos fazer através da palavra de Deus. O autor finaliza o capitulo mostrando a história de um romancista russo Andrei Bitov, que aos 27 anos, em Leningrado, foi dominado por um desespero dentro do metrô, e no meio do desespero e falta de significado pra vida, uma frase apareceu por si só em sua mente: “Sem Deus, a vida não faz sentido”. Depois disso esse romancista, assombrado, caminhou para a luz de Deus.

O interessante disso tudo é que independente de classe social, estrutura familiar, grau de intelectualidade, se nascemos em um estado ou outro, em um país ou outro, desempenha uma profissão ou outra, essa pergunta persegue o ser humano. Vou ao longo desses 40 dias pensar um pouco sobre isso. Esse texto era pra ser mais crítico e mais ácido, mas vou dar um crédito ao autor, e mais uma chance a mim mesmo, no final das contas, as vezes sei qual meu propósito e às vezes não sei. Que Deus abençoe a cada um, e que possamos melhorar o mundo, não o mundo todo, mas nosso mundo, o mundo à nossa volta, nosso mundo palpável das pessoas que nos circulam. E até a próxima!!!

O dia que C. S. Lewis discordou de Santo Agostinho

  O dia que C.S. Lewis discordou de Santo Agostinho: “Não permita que a sua felicidade dependa de algo que possa perder”. Essa frase é atrib...