sábado, 3 de novembro de 2018

Recordações do Escrivão Isaías Caminha - Lima Barreto

Sabe aquele livro que você fica triste depois de ler? Triste porque acabou, triste porque  você queria mais história...porque você se apegou aos personagens e seus temperamentos, porque realmente parecem pessoas do seu cotidiano, Loberant, Losque, Floc, Lemos, Aires D'avila, o Isaías etc.
Particularmente gosto muito do Lima Barreto, tenho grande afinidade com o autor,  que assim como eu, morou na Ilha do Governador, no Galeão, e cita essas terras em vários livros inclusive neste. Como morador do subúrbio e descrevendo as desigualdades sociais e preconceitos o soube muito bem fazer. Assim, quando leio qualquer obra de Lima Barreto, parece que as coisas não mudaram,  foi escrito no início do século XX mas parece que nada mudou.  A imprensa suja que lucra em cima de mentiras, boatos e muito sangue. .. parece mesmo que o autor está falando da sociedade de hoje, a descrevendo.  Ah, o livro em si, fala sobre como Isaías caminha conseguiu,  vindo do interior, fazer sua vida na Capital do Brasil, então Rio de Janeiro. Conseguiu a custo de muito sofrimento, muita subordinação, enfrentou na pele o preconceito racial, a intolerância policial; chegou ao desespero, com seus proventos chegando ao fim, conseguiu um emprego de continuo no jornal do doutor Loberant,  jornal o Globo, lá, pode perceber através dos jornalistas, tudo que o ser humano é capaz de fazer pra subir na vida, tudo que um jornal pode inventar para ter adeptos e toda a força do quarto poder para derrubar e erguer pessoas. Leiam, esse livro é maravilhoso!

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